top of page
Logo Herdeiros Color Fundo Claro PNG.png

“Hier stehe ich  

und kann nicht anders.

Gott helfe mir, Amen!” 

​

"Aqui estou e outra coisa não poderia fazer.

Que Deus me ajude, Amém!

Nota pública da Associação Luteranos Herdeiros de Worms

sobre a assinatura do "Manifesto 3D"

por autoridades da IECLB

​

                "Porque na há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz

                 para ficar oculto, mas para ser descoberto.”

                                                                             

                                                                                                (Marcos 4.22)

​

A Herdeiros de Worms, uma associação de cristãos de confissão luterana, compromete-se em seus estatutos, entre outros, com o zelo pelo testemunho evangélico da salvação por graça e fé e pela manutenção da correta prática cristã conforme firmados nos documentos normativos da sua Igreja.

Neste mister não podemos nos calar frente à presença das assinaturas, dentre outras, dos Pastores da IECLB Nestor Paulo Friedrich (Pastor Presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB); Romeu Ruben Martini (astor Assessor Teológico da Presidência da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB) e Wilhelm Wachholz (Docente e Reitor das Faculdades EST, um dos principais Centros de Formação de Ministros para a IECLB) em um documento intitulado MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA, DO DIÁLOGO E DA DIVERSIDADE - https://www.change.org/p/brasil-manifesto-em-defesa-da-democracia-do-diálogo-e-da-diversidade, que circula pela Internet e mídias sociais.

 

O manifesto, no geral, segue bom tom, todavia no seu âmago, contém duas afirmações de motivação claramente político-partidária e que dizem respeito a dois personagens que foram punidos judicialmente de acordo com a legislação brasileira, com o mais amplo e irrestrito direito à defesa. 

​

No terceiro parágrafo desse manifesto lemos que:

​

                   "Em um processo controverso, uma Presidente da República foi destituída.

                   O Poder Judiciário passou a assumir o papel de condutor político do país,

                   em mais uma afronta à Constituição Federal e ao equilíbrio dos poderes,

                   fundamento da democracia."

​

A frase acima, constitui uma referência clara à ex-Presidente legalmente impedida, Srª Dilma Rousseff.

 

No quinto parágrafo lemos que: 

​

                   "Um ex-Presidente da República foi condenado e preso em um processo

                    polêmico, de inédita rapidez, sem respeito às garantias constitucionais."

​

Se dúvidas restassem, este manifesto acaba recebendo luz no contexto das afirmações feitas publicamente pelo Pastor Vice-Presidente da IECLB, Sr. Inácio Lemke, que, no mesmo tom, defendeu a libertação imediata do ex-Presidente condenado Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, também alegando ilegitimidade da prisão. A leniência da Igreja em aplicar uma reprimenda adequada ao pastor também tem gerado um profundo desconforto em nossas comunidades.

​

Nenhum óbice haveria se a subscrição a este manifesto tivesse sido feita pelos supracitados na qualidade de cidadãos brasileiros, pelo contrário, é direito de todos nós ter um posicionamento político.

​

Todavia, eles o subscreveram como 'ministros ordenados da IECLB' envolvendo o nome da Igreja como um todo, e fere o decoro e submissão às normas e regulamentos da igreja exigidos ao cargo ocupado, a saber:

​

O Estatuto do Ministério com Ordenação (EMO), em seu Artigo 44, determina que:

​

                "Em questões político-partidárias, a ministra ou o ministro atuará com o devido

                resguardo do seu ministério e do seu CAM (Campo de Atividade Ministerial), sem,

                entretanto, renegar a tarefa de promover o bem estar do ser humano à luz do

                evangelho.

​

                Parágrafo Único: As preferências partidárias pessoais da ministra e do ministro

                não deverão prejudicar o bom relacionamento dos membros da Comunidade, entre

                si, e a sua convivência com o CAM."

 

O descumprimento destes requisitos enseja apuração de possível falta disciplinar prevista no Capítulo VI do Ordenamento Jurídico Doutrinário da IECLB.

​

Apesar das divergências de interpretação por parte de diferentes correntes de juristas, existem embasadas conclusões e convicções de que os preceitos constitucionais foram obedecidos e praticados corretamente em ambos os eventos.

​

Outrossim, temos em nossas comunidades, irmãos de fé que comungam em paz com esta diversidade de opiniões e suas posições, enquanto não conflitantes com o testemunho cristão de promoção da vida, precisam ser respeitados.

​

Neste sentido inclusive, a concordância dos referidos pastores com o que está firmado no referido documento, pode ser vista como afronta pública à Constituição Brasileira e desobediência aos documentos normativos da IECLB que afirma 

​

               "sujeitar-se, de princípio, ao poder judiciário do Estado Democrático de Direito,

               especialmente quando este garante a liberdade de culto e a corresponsabilidade

               política também dos cristãos. (cf. os preâmbulos do seu Ordenamento Jurídico

               Doutrinário (OJD)."

​

e de

​

                "zelar pela unidade de orientação doutrinária, pastoral e confessional"

                (Conforme reza o Regimento Geral da IECLB)

​

Ao tomar partido público por um lado específico da discussão claramente identificado com o Partido dos Trabalhadores, estimulam a divisão e a beligerância no seio desta sua Igreja e com isto agridem ao item II, do Artigo 3º da Constituição da IECLB, de

 

                "promover a paz, a justiça e o amor na sociedade;"

 

e incorrem em:

​

                 "conduta incompatível com os princípios do evangelho, com a ética cristã,

                 ou com a função que exercem, ofendem à confessionalidade a causam divisão

                 e rupturas no seio de comunidades, paróquias, sínodos ou da própria Igreja.

                 (Art. 9º do OJD)

​

É importante observarmos também que o descumprimento das funções por parte de líderes pode levar ao que Rousseau chamou de "quebra de contrato social" entre as partes, por acabar, de certa forma, autorizando os liderados a também descumprirem com as suas obrigações. Não vemos isto como positivo, pelo contrário, este rompimento poderia abalar profundamente a estrutura e os compromissos organizacionais dentro da igreja.

​

Portanto, como as bases confessionais e organizacionais constituem, no seu conjunto, um Contrato Social que iguala o acesso ao pleno exercício de direitos e obrigações a todos os membros da IECLB, cada um no descritivo da sua função, elas também suportam a arquição quanto à legitimidade da continuidade do exercício dos mesmos em suas respectivas funções na Presidência e na Assessoria Teológica da Presidência da IECLB.

​

De igual modo ou talvez até em certo grau agravado por estar induzindo à má conduta potenciais novos ministraos em formação para a IECLB, o descumprimento dos documentos normativos da IECLB pelo Reitor da Faculdades EST e que lhe reconhece nesta função um Ministério Pastoral Especial, também vemos legitimidade na arguição quanto a denúncia do Convênio firmado entre a IECLB e a EST para a formação de novos ministros para a primeira.

​

Aguardando a apuração dos fatos e as providências cabíveis, despedimo-nos 

​

Respeitosamente,

​

Associação Luteranos Herdeiros de Worms

​

Para fazer o download do documento, clique aqui...

bottom of page